Ela olhava fixamente para a lua
cheia, que antes estava no céu de cor lilás.
Observou uma nuvem que cobria o satélite, ela estava sempre
lá de olho no tudo, no nada, cobrindo um pouco da luz e dançando em volta -
como uma ciranda, talvez. Percebeu que tal nuvem transformou-se em três
triângulos, cada um em um segundo, depois em um losango e então um defeituoso
quadrado de linhas tortas e sinuosas. De certa forma, isso a fez lembrar das
coisas que estavam acontecendo em sua vida.
Ela gostava de olhar para lua “e quem não gosta?” Concluiu que milhares de outras pessoas gostavam de apreciar a lua, não
era algo só dela, não havia nada que era dela somente, nem ela mesma. Tudo o que a menina imaginou já havia sido feito, dito,
pensado, criado (talvez nem tudo, mas grande parte). A confusão de sua
mente a confundia, confunde, confusa, confusa...como habitual.
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