domingo, 4 de dezembro de 2011

Melodia invisível


E das cores que eu vejo,
Das palavras que não escrevo,
Da realidade que eu não vivo,
Transformo em sonho.

Do orgulho que não venço,
Da paixão que eu não tenho,
Do inalcançável e ainda incansável,
Faço melodia, que ninguém escuta e que não existe
É transparente.
De turbilhão a turbilhão vejo a chuva caindo.
A sinto como um choro que nunca cessa.


(Coisas que a gente escreve e não sabe nem o porquê. Inacabado, ruim e escrito em menos de 10 minutos num terminal de ônibus.)

sábado, 1 de outubro de 2011

Entre outras coisas

Todos os dias penso em lhe escrever, escolho as melhores palavras e tento não mostrar a minha insegurança mediante a tal sentimento.
Penso nas formas de lhe entregar, na sua reação ao ler e no rumo que isto tudo poderá ter.
Fico feliz imaginando um bom final o que também podemos chamar de "início feliz", algo que eu tanto aguardo...
E volto a me julgar boba por sentir, não entendo este fato já que "the only pain is to feel nothing at all."
Todos esses raios que me atingem me fazem bem, todos esses sonhos me deixam feliz, todas as músicas fazem mais sentido agora, todos os seus abraços me enchem de ternura. Até aqueles mais tímidos e sem nenhuma pretensão.
Aos poucos decifro teus olhares, menos aquele que mais quero decifrar. Nunca consigo, talvez eu seja arisca demais para isso, talvez "too proud for love", mas eu sei que não sou.
Apenas não consigo, não há razões exatas.
A primavera está aqui, e ainda não me sinto completa o suficiente.
E me encho de saudade e de vontade de estar contigo... de te ter por perto.
Não é preciso falar nada, não é preciso nem te olhar, só quero te sentir perto, sempre.

terça-feira, 30 de agosto de 2011